A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
Parte I - PANORAMA GERAL
Já há algum tempo, desde que se propagou no mundo a nova forma de comunicação denominada “Internet”, sopram em todos os Continentes os ventos da renovação dos valores mais significativos da sociedade humana, procedentes de todos os Pontos Cardiais. E os mais sensíveis logo sentiram o odor de uma leve e inebriante brisa a lavar-lhes as impurezas dos neurônios e a afagar-lhes suavemente os corações com renovadas esperanças, fazendo-os sonhar novamente os antigos ideais de igualdade e fraternidade entre as pessoas e o respeito ao Planeta que nos serve de lar e nos conduz em uma viagem maravilhosa por esse extraordinário Universo — trata-se, essa corrente de ventos, do Arauto dos tempos modernos, anunciando a gestação de um Novo Mundo, com uma Nova Era de evolução de toda a Natureza. Um Novo Mundo gestado nas profundezas de regiões não atingidas pelo homem, acima de sua manipulação. Essa gestação ocorreu enquanto ele se debatia, como um náufrago, agarrado ao frágil galho de árvores do liberalismo e do neoliberalismo, perdido e desesperado no meio do oceano de dificuldades por ele mesmo criadas.
A Queda do Muro de Berlim e a derrocada do Comunismo como forma de Governo criaram o terreno fértil para ser lançada a Semente. Nessa época o Mundo mergulhava na louvação do Capitalismo Selvagem, com o insumo da Cultura do Relativismo e da Massificação Humana, como alternativa econômica para a manutenção da Máquina Estatal e para obtenção de recursos financeiros para girar e aperfeiçoar o mecanismo do ganho de lucros pelas classes dominantes. Mas essas formas de divisão dos bens e valores na sociedade, como tudo neste “Mundo dos Sentidos”, por mera fatalidade factual, deverá ter o seu fim, mais cedo ou mais tarde, para dar lugar a uma forma mais elaborada e mais pacificadora de convivência humana – é a Evolução, o mecanismo natural, acima e fora do controle do poder humano, que inspira a melhoria da vida de todas as criaturas, quer em nosso Planeta, quer em todo o Cosmos.
A Queda das Torres Gêmeas foi um sinal de alerta, de que algo de muito grande estava se preparando a partir do Oriente. E, sob os escombros desse terrível acontecimento, germinou a consciência viva e atuante de união entre os povos, para a salvação do mundo. A grave crise econômica que abalou a Grande Nação do Ocidente e ameaçou as economias mundiais, que ainda não se recuperaram de todo das suas consequências, demonstrou a fragilidade do sistema capitalista e a debilidade das lideranças políticas que governam os Estados atuais.
Então, assim arado o terreno, eis que toda gestação implica em dores e mal-estares, iniciou-se a preparação para o grande Nascimento: um vento forte e arrasador soprou na Primavera Árabe, caíram ditaduras de forma nunca antes imaginada, com o povo desarmado nas praças e nas ruas, clamando por igualdade, liberdade e fraternidade, pelo povo e para o povo — os princípios imortais da Democracia. E esses acontecimentos acordaram e sacudiram o Velho Mundo, até então embalado com as benesses que Estados neoliberalistas proporcionavam aos seus cidadãos, com a enganosa esperança de perenidade. Sob a égide de moedas que não correspondiam ao lastro necessário para uma Economia Real, fincada em princípios de distribuição igualitária dos valores atinentes aos direitos humanos naturais, finalmente se desvestiu a capa enganadora da individualidade e do relativismo: somente um sistema econômico que se finque no atendimento aos direitos naturais e à liberdade de pensamento do homem, colocando o Bem Público, princípio angular do Estado Moderno, acima de interesses partidários e de conglomerados financeiros, é capaz de trazer a paz e a evolução à sociedade humana.
Intimamente, todos sabíamos que o Mundo Político, alicerçado no “Neo Ancien Régime” econômico sob o símbolo da Economia de Mercado (dos empresários e políticos componentes de modernas coligações partidárias, guindados à plutocracia globalizada, à semelhança de aristocratas do antigo absolutismo francês, com forte contingente de corrupção ativa lançada e recebida pelos oficiais do Estado) que havia instituído um “laissez-faire, laissez-passer” moderno, sob a inspiração do relativismo como filosofia existencial das classes mais abastadas, estava começando a ruir. Tudo isso se iniciou em substituição ao “Ancien Régime” que a Revolução Francesa de 1789 pretendeu derrubar. E então se institucionalizou a primazia do interesse partidário e das corporações empresariais sobre o interesse público.
Agora, o pós-liberalismo começa a mostrar o seu rosto, anunciando que está vindo para instituir outro “Novo Regime”, com bases mais humanistas e universalistas, gestado a partir da Revolução das Comunicações. Sabíamos, sim, que ele viria e teria forças para impor-se de qualquer forma (mesmo procurando-se conter à força a manifestação popular, como ocorre em ditaduras seculares no Oriente), porque é um fato global, ínsito à nova compreensão do ser humano como ele realmente é, naturalmente, e, não, artificialmente localizado neste ou naquele pedaço de território , contido em fronteiras que a Cosmologia comprovou inexistirem, acordando no inconsciente coletivo a destinação do homem como um ser social, cuja força reside na sua união indissolúvel com o todo social e não apenas com este ou aquele grupo de interesses.
A História, por outro lado, nos ensina a prever o Futuro a partir dos exemplos do Passado. Já era evidente, ao final do século XX, que o modelo econômico até então defendido nas relações econômicas nacionais e internacionais (todas globalizadas) não mais funcionava porque todos os países, em todas as fases de desenvolvimento (envoltos nas mais variadas escalas corruptivas ativas e passivas) estavam mergulhados em crises sociais profundas, não somente econômicas, de bens materiais, mas também de valores imateriais (ética política, e moral) — porque surgia o senso universalista humano não condizente com o relativismo social, colocando a fraternidade, a liberdade e a igualdade em um sentido de direitos naturais e não mais de economia de mercado. Isto é, a noção do bem estar social dissociada da ideia da obtenção de uma posição econômico-financeira privilegiada.
No Ocidente, onde foram mais flagrantes essas múltiplas transições sociais que informei acima, até mesmo a família, valor primordial e "célula mater" de nossa organização social, também sofreu, nesse período, grandes transtornos e, agora, experimenta novas definições.
Cientistas políticos indagavam-se sobre o que viria depois do neoliberalismo e, hoje, estão começando a entrever seus primeiros vagidos e primeiros passos, dados pelas massas humanas que, pacificamente, percorrem praças, avenidas e palácios, apresentando reivindicações, ora generalizadas, ora especificadas, de modificações éticas, políticas e sociais.
A Igreja Católica Romana treme em seus alicerces à sombra de escândalos nunca antes imaginados, nem nas épocas passadas, nas suas crises dos tempos medievais. Um Papa renuncia — fato inédito em seis séculos da sociedade cristã. Visões de Santos, avisando tempos difíceis e exortando a todos para união e elevação de seus pensamentos a Deus. Surgem muitas pessoas estigmatizadas, realizando prodígios, como que materializando em si a convergência de sofrimentos da coletividade, como que a recordar com exemplos vivos o ponto excelente da lição do sacrifício crístico, de demonstrar que o sofrimento de um é o de todos e o de todos se concentra em cada um de nós. Muitos avistamentos de seres e objetos não identificados, ditos extraterrestres, ora ameaçando, ora auxiliando a Humanidade. Tudo isso são fatos constantes nesses dias conturbados. E nós, humanos, diante da grandeza do Universo que nos é mostrada pela Ciência, tanto do macrocosmo quanto do microcosmo, sentimos lançado por terra o antropocentrismo idolatrado que possuíamos desde o fim da Idade Média, e sentimos a necessidade consciente de nos unirmos como membros de uma só espécie, e defendermos o nosso Planeta e o meio ambiente em que vivemos, como alicerce para as novas gerações. Como disse Carl Sagan, notável cientista da minha geração, se nós formos suficientemente inteligentes, compreenderemos que somente as espécies que se uniram conseguiram evoluir e atravessar todas as fases de modificação planetária.
A Queda do Muro de Berlim e a derrocada do Comunismo como forma de Governo criaram o terreno fértil para ser lançada a Semente. Nessa época o Mundo mergulhava na louvação do Capitalismo Selvagem, com o insumo da Cultura do Relativismo e da Massificação Humana, como alternativa econômica para a manutenção da Máquina Estatal e para obtenção de recursos financeiros para girar e aperfeiçoar o mecanismo do ganho de lucros pelas classes dominantes. Mas essas formas de divisão dos bens e valores na sociedade, como tudo neste “Mundo dos Sentidos”, por mera fatalidade factual, deverá ter o seu fim, mais cedo ou mais tarde, para dar lugar a uma forma mais elaborada e mais pacificadora de convivência humana – é a Evolução, o mecanismo natural, acima e fora do controle do poder humano, que inspira a melhoria da vida de todas as criaturas, quer em nosso Planeta, quer em todo o Cosmos.
A Queda das Torres Gêmeas foi um sinal de alerta, de que algo de muito grande estava se preparando a partir do Oriente. E, sob os escombros desse terrível acontecimento, germinou a consciência viva e atuante de união entre os povos, para a salvação do mundo. A grave crise econômica que abalou a Grande Nação do Ocidente e ameaçou as economias mundiais, que ainda não se recuperaram de todo das suas consequências, demonstrou a fragilidade do sistema capitalista e a debilidade das lideranças políticas que governam os Estados atuais.
Então, assim arado o terreno, eis que toda gestação implica em dores e mal-estares, iniciou-se a preparação para o grande Nascimento: um vento forte e arrasador soprou na Primavera Árabe, caíram ditaduras de forma nunca antes imaginada, com o povo desarmado nas praças e nas ruas, clamando por igualdade, liberdade e fraternidade, pelo povo e para o povo — os princípios imortais da Democracia. E esses acontecimentos acordaram e sacudiram o Velho Mundo, até então embalado com as benesses que Estados neoliberalistas proporcionavam aos seus cidadãos, com a enganosa esperança de perenidade. Sob a égide de moedas que não correspondiam ao lastro necessário para uma Economia Real, fincada em princípios de distribuição igualitária dos valores atinentes aos direitos humanos naturais, finalmente se desvestiu a capa enganadora da individualidade e do relativismo: somente um sistema econômico que se finque no atendimento aos direitos naturais e à liberdade de pensamento do homem, colocando o Bem Público, princípio angular do Estado Moderno, acima de interesses partidários e de conglomerados financeiros, é capaz de trazer a paz e a evolução à sociedade humana.
Intimamente, todos sabíamos que o Mundo Político, alicerçado no “Neo Ancien Régime” econômico sob o símbolo da Economia de Mercado (dos empresários e políticos componentes de modernas coligações partidárias, guindados à plutocracia globalizada, à semelhança de aristocratas do antigo absolutismo francês, com forte contingente de corrupção ativa lançada e recebida pelos oficiais do Estado) que havia instituído um “laissez-faire, laissez-passer” moderno, sob a inspiração do relativismo como filosofia existencial das classes mais abastadas, estava começando a ruir. Tudo isso se iniciou em substituição ao “Ancien Régime” que a Revolução Francesa de 1789 pretendeu derrubar. E então se institucionalizou a primazia do interesse partidário e das corporações empresariais sobre o interesse público.
Agora, o pós-liberalismo começa a mostrar o seu rosto, anunciando que está vindo para instituir outro “Novo Regime”, com bases mais humanistas e universalistas, gestado a partir da Revolução das Comunicações. Sabíamos, sim, que ele viria e teria forças para impor-se de qualquer forma (mesmo procurando-se conter à força a manifestação popular, como ocorre em ditaduras seculares no Oriente), porque é um fato global, ínsito à nova compreensão do ser humano como ele realmente é, naturalmente, e, não, artificialmente localizado neste ou naquele pedaço de território , contido em fronteiras que a Cosmologia comprovou inexistirem, acordando no inconsciente coletivo a destinação do homem como um ser social, cuja força reside na sua união indissolúvel com o todo social e não apenas com este ou aquele grupo de interesses.
A História, por outro lado, nos ensina a prever o Futuro a partir dos exemplos do Passado. Já era evidente, ao final do século XX, que o modelo econômico até então defendido nas relações econômicas nacionais e internacionais (todas globalizadas) não mais funcionava porque todos os países, em todas as fases de desenvolvimento (envoltos nas mais variadas escalas corruptivas ativas e passivas) estavam mergulhados em crises sociais profundas, não somente econômicas, de bens materiais, mas também de valores imateriais (ética política, e moral) — porque surgia o senso universalista humano não condizente com o relativismo social, colocando a fraternidade, a liberdade e a igualdade em um sentido de direitos naturais e não mais de economia de mercado. Isto é, a noção do bem estar social dissociada da ideia da obtenção de uma posição econômico-financeira privilegiada.
No Ocidente, onde foram mais flagrantes essas múltiplas transições sociais que informei acima, até mesmo a família, valor primordial e "célula mater" de nossa organização social, também sofreu, nesse período, grandes transtornos e, agora, experimenta novas definições.
Cientistas políticos indagavam-se sobre o que viria depois do neoliberalismo e, hoje, estão começando a entrever seus primeiros vagidos e primeiros passos, dados pelas massas humanas que, pacificamente, percorrem praças, avenidas e palácios, apresentando reivindicações, ora generalizadas, ora especificadas, de modificações éticas, políticas e sociais.
A Igreja Católica Romana treme em seus alicerces à sombra de escândalos nunca antes imaginados, nem nas épocas passadas, nas suas crises dos tempos medievais. Um Papa renuncia — fato inédito em seis séculos da sociedade cristã. Visões de Santos, avisando tempos difíceis e exortando a todos para união e elevação de seus pensamentos a Deus. Surgem muitas pessoas estigmatizadas, realizando prodígios, como que materializando em si a convergência de sofrimentos da coletividade, como que a recordar com exemplos vivos o ponto excelente da lição do sacrifício crístico, de demonstrar que o sofrimento de um é o de todos e o de todos se concentra em cada um de nós. Muitos avistamentos de seres e objetos não identificados, ditos extraterrestres, ora ameaçando, ora auxiliando a Humanidade. Tudo isso são fatos constantes nesses dias conturbados. E nós, humanos, diante da grandeza do Universo que nos é mostrada pela Ciência, tanto do macrocosmo quanto do microcosmo, sentimos lançado por terra o antropocentrismo idolatrado que possuíamos desde o fim da Idade Média, e sentimos a necessidade consciente de nos unirmos como membros de uma só espécie, e defendermos o nosso Planeta e o meio ambiente em que vivemos, como alicerce para as novas gerações. Como disse Carl Sagan, notável cientista da minha geração, se nós formos suficientemente inteligentes, compreenderemos que somente as espécies que se uniram conseguiram evoluir e atravessar todas as fases de modificação planetária.

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