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segunda-feira, 1 de julho de 2013

A DEMOCRACIA VIVE! VIVA A DEMOCRACIA!

A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA




 
Parte I - PANORAMA GERAL

       Já há algum tempo, desde que se propagou no mundo a nova forma de comunicação denominada “Internet”, sopram em todos os Continentes os ventos da renovação dos valores mais significativos da sociedade humana, procedentes de todos os Pontos Cardiais. E os mais sensíveis logo sentiram o odor de uma leve e inebriante brisa a lavar-lhes as impurezas dos neurônios e a afagar-lhes suavemente os corações com renovadas esperanças, fazendo-os sonhar novamente os antigos ideais de igualdade e fraternidade entre as pessoas e o respeito ao Planeta que nos serve de lar e nos conduz em uma viagem maravilhosa por esse extraordinário Universo — trata-se, essa corrente de ventos, do Arauto dos tempos modernos, anunciando a gestação de um Novo Mundo, com uma Nova Era de evolução de toda a Natureza. Um Novo Mundo gestado nas profundezas de regiões não atingidas pelo homem, acima de sua manipulação. Essa gestação ocorreu enquanto ele se debatia, como um náufrago, agarrado ao frágil galho de árvores do liberalismo e do neoliberalismo, perdido e desesperado no meio do oceano de dificuldades por ele mesmo criadas.

        A Queda do Muro de Berlim e a derrocada do Comunismo como forma de Governo criaram o terreno fértil para ser lançada a Semente. Nessa época o Mundo mergulhava na louvação do Capitalismo Selvagem, com o insumo da Cultura do Relativismo e da Massificação Humana, como alternativa econômica para a manutenção da Máquina Estatal e para obtenção de recursos financeiros para girar e aperfeiçoar o mecanismo do ganho de lucros pelas classes dominantes. Mas essas formas de divisão dos bens e valores na sociedade, como tudo neste “Mundo dos Sentidos”, por mera fatalidade factual, deverá ter o seu fim, mais cedo ou mais tarde, para dar lugar a uma forma mais elaborada e mais pacificadora de convivência humana – é a Evolução, o mecanismo natural, acima e fora do controle do poder humano, que inspira a melhoria da vida de todas as criaturas, quer em nosso Planeta, quer em todo o Cosmos.


         A Queda das Torres Gêmeas foi um sinal de alerta, de que algo de muito grande estava se preparando a partir do Oriente. E, sob os escombros desse terrível acontecimento, germinou a consciência viva e atuante de união entre os povos, para a salvação do mundo. A grave crise econômica que abalou a Grande Nação do Ocidente e ameaçou as economias mundiais, que ainda não se recuperaram de todo das suas consequências, demonstrou a fragilidade do sistema capitalista e a debilidade das lideranças políticas que governam os Estados atuais.

        Então, assim arado o terreno, eis que toda gestação implica em dores e mal-estares, iniciou-se a preparação para o grande Nascimento: um vento forte e arrasador soprou na Primavera Árabe, caíram ditaduras de forma nunca antes imaginada, com o povo desarmado nas praças e nas ruas, clamando por igualdade, liberdade e fraternidade, pelo povo e para o povo — os princípios  imortais da Democracia. E esses acontecimentos acordaram e sacudiram o Velho Mundo, até então embalado com as benesses que Estados neoliberalistas proporcionavam aos seus cidadãos, com a enganosa esperança de perenidade. Sob a égide de moedas que não correspondiam ao lastro necessário para uma Economia Real, fincada em princípios de distribuição igualitária dos valores atinentes aos direitos humanos naturais, finalmente se desvestiu a capa enganadora da individualidade e do relativismo: somente um sistema econômico que se finque no atendimento aos direitos naturais e à liberdade de pensamento do homem, colocando o Bem Público, princípio angular do Estado Moderno, acima de interesses partidários e de conglomerados financeiros, é capaz de trazer a paz e a evolução à sociedade humana.


         Intimamente, todos sabíamos que o Mundo Político, alicerçado no “Neo Ancien Régime” econômico sob o símbolo da Economia de Mercado (dos empresários e políticos componentes de modernas coligações partidárias, guindados à plutocracia globalizada, à semelhança de aristocratas do antigo absolutismo francês, com forte contingente de corrupção ativa lançada e recebida pelos oficiais do Estado) que havia instituído um “laissez-faire, laissez-passer” moderno, sob a inspiração do relativismo como filosofia existencial das classes mais abastadas, estava começando a ruir. Tudo isso se iniciou em substituição ao “Ancien Régime” que a Revolução Francesa de 1789 pretendeu derrubar. E então se institucionalizou a primazia do interesse partidário e das corporações empresariais sobre o interesse público.

         Agora, o pós-liberalismo começa a mostrar o seu rosto, anunciando que está vindo para instituir outro “Novo Regime”, com bases mais humanistas e universalistas, gestado a partir da Revolução das Comunicações. Sabíamos, sim, que ele viria e teria forças para impor-se de qualquer forma (mesmo procurando-se conter à força a manifestação popular, como ocorre em ditaduras seculares no Oriente), porque é um fato global, ínsito à nova compreensão do ser humano como ele realmente é, naturalmente, e, não, artificialmente localizado neste ou naquele pedaço de território , contido em fronteiras  que a Cosmologia  comprovou inexistirem, acordando no inconsciente coletivo a destinação do homem como um ser social, cuja força  reside  na sua união indissolúvel com o todo social e não apenas com este ou aquele grupo de interesses.

         A História, por outro lado, nos ensina a prever o Futuro a partir dos exemplos do Passado.  Já era evidente, ao final do século XX, que o modelo econômico até então defendido nas relações econômicas nacionais e internacionais (todas globalizadas) não mais funcionava porque todos os países, em todas as fases de desenvolvimento (envoltos nas mais variadas escalas corruptivas ativas e passivas) estavam mergulhados em crises sociais profundas, não somente econômicas, de bens materiais, mas também de valores imateriais (ética política, e moral) — porque surgia o senso universalista humano não condizente com o relativismo social, colocando a fraternidade, a liberdade e a igualdade em um sentido de direitos naturais e não mais de economia de mercado. Isto é, a noção do bem estar social dissociada da ideia da obtenção de uma posição econômico-financeira privilegiada.


        No Ocidente, onde foram mais flagrantes essas múltiplas transições sociais que informei acima, até mesmo a família, valor primordial e "célula mater" de nossa organização social, também sofreu, nesse período, grandes transtornos e, agora, experimenta novas definições.


         Cientistas políticos indagavam-se sobre o que viria depois do neoliberalismo e, hoje, estão começando a entrever seus primeiros vagidos e primeiros passos, dados pelas massas humanas que, pacificamente, percorrem praças, avenidas e palácios, apresentando reivindicações, ora generalizadas, ora especificadas, de modificações éticas, políticas e sociais.

         A Igreja Católica Romana treme em seus alicerces à sombra de escândalos nunca antes imaginados, nem nas épocas passadas, nas suas crises dos tempos medievais. Um Papa renuncia — fato inédito em seis séculos da sociedade cristã. Visões de Santos, avisando tempos difíceis e exortando a todos para união e elevação de seus pensamentos a Deus. Surgem muitas pessoas estigmatizadas, realizando prodígios, como que materializando em si a convergência de sofrimentos da coletividade, como que a recordar com exemplos vivos o ponto excelente da lição do sacrifício crístico, de demonstrar que o sofrimento de um é o de todos e o de todos se concentra em cada um de nós. Muitos avistamentos de seres e objetos não identificados, ditos extraterrestres, ora ameaçando, ora auxiliando a Humanidade. Tudo isso são fatos constantes nesses dias conturbados. E nós, humanos, diante da grandeza do Universo que nos é mostrada pela Ciência, tanto do macrocosmo quanto do microcosmo, sentimos lançado por terra o antropocentrismo idolatrado que possuíamos desde o fim da Idade Média, e sentimos a necessidade consciente de nos unirmos como membros de uma só espécie, e defendermos o nosso Planeta e o meio ambiente em que vivemos, como alicerce para as novas gerações. Como disse Carl Sagan, notável cientista da minha geração, se nós formos suficientemente inteligentes, compreenderemos que somente as espécies que se uniram conseguiram evoluir e atravessar todas as fases de modificação planetária.      

A DEMOCRACIA VIVE! VIVA A DEMOCRACIA!

A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA





Parte II - O DESPERTAR BRASILEIRO

          Um Papa sul-americano humilde, contra todas as expectativas, é eleito, e seu primeiro compromisso de viagem internacional é ao Brasil e não à sua pátria de origem, a Argentina. Ele vem para estar em Jornada Mundial com a Juventude, justamente essa juventude que hoje, menos de sessenta dias antes dessa visita mística, nos coloca em xeque, para que revejamos o mundo em volta. E, nesse momento em que escrevo, todos os políticos, juristas, religiosos, cientistas sociais e naturais, pessoas comuns, escritores, brasileiros e de todos os outros países, estão atordoados, procurando encontrar a resposta para esse fato, já agora consumado: o nascimento de uma nova  face da Nação, sob o manto da união entre todos, iguais e desiguais, e sob a bênção do Pontífice Máximo da Doutrina do nosso Grande Mestre, Jesus.       

        Estamos, todos nós, atualmente, mergulhados em um caldeirão de acontecimentos que nos deixam atordoados. E, como nos ensina a História, é nesses momentos que se dão as grandes modificações na Humanidade, sempre para melhor, como um fato determinado para uma determinante evolução a que se destinam os homens, assim como todos os seres do Universo. As Religiões alegam que se trata do fim dos tempos. Os místicos nos apontam o Apocalipse Final. Profecias, desde os antigos Maias e dos antigos Egípcios, indicam esse nosso tempo como o fim de uma Era, e dão o tempo certo, o atual solstício de inverno, como o fim de um ciclo de vida e o início de outro. Os políticos dizem que é o pós-liberalismo e indagam o que virá após ele, para governar os povos. Enfim, todos aguardam o desenrolar dos acontecimentos, sem saber exatamente do que se trata.

         E eis que, coincidentemente, no Brasil, em pleno Solstício de Inverno, ocorreu, no dia 21 de Junho do corrente ano, às 2:04 h. de Brasília, quando o Planeta Terra  e o Sol estão  em alinhamento com o centro da Galáxia, o inusitado : as massas humanas vão às ruas das cidades do Brasil, pacificamente, ocupam praças, avenidas, estádios, procedentes de palácios e casebres, todos  unidos, pedindo os direitos humanos fundamentais. Direitos estes negados por uma casta de políticos procedentes dessas mesmas massas, mas que, ao se encastelarem nos muros altos do poder humano, obtido pelo sufrágio nas urnas, como que inebriados por um alucinógeno chamado “Poder”, tornam-se pessoas diferentes, vivendo em um mundo de fantasias, criado e alimentado pelos seus Assessores e Empresários do momento, que se oferecem para levar a efeito faraônicas obras, reunidos em consórcios multinacionais, todos ávidos de agradar o “Príncipe Moderno” para dele obterem o lucro que almejam. E, assim, conseguem assenhorear-se dele que, envolto nas fraquezas naturais humanas, deixa-se enredar pela “Máquina” e passa a viver como nova versão de “Alice”, em seu “País das Maravilhas”, prisioneiro dos seus guarda-costas e de seus arautos, que não deixam ninguém se aproximar dele ou que ele saia dali. E, quando surge um acontecimento que eles não previram porque se distanciaram do seu povo e não sabem mais interpretar a sua voz, justamente a do povo que os mantém ali, sempre se sentem em atraso, tendo de correr para soluções de última hora. Isso não é um mal brasileiro, é algo real em todas as administrações públicas do Mundo, tanto Ocidental quanto Oriental. Talvez não fossem tão despreparados os antigos governantes que tinham consigo Conselheiros Magos que interpretavam sonhos e liam o futuro nos Astros, e ouviam as vozes das Pitonisas e dos Oráculos — em todos os modernos compêndios de História Antiga, tanto tradicionais quanto digitais, em face de novas descobertas, lê-se que tais pessoas ou templos eram constituídos de indivíduos muito sábios, que forneciam respostas altamente acertadas, dos quais faziam parte grandes filósofos gregos, a exemplo de Plutarco, que, durante muitos anos, foi sacerdote do Templo de Delfos, cujo Oráculo é um dos mais famosos  e importantes de todos os tempos.

        Todos os observadores, nacionais e internacionais, são unânimes em dizer que “o Brasil acordou”. Sim, acordou e estamos acertando os nossos relógios para os tempos dos novos dias. E eu que sempre amei muito o meu País, sinto-me muito orgulhosa por ser brasileira e fazer parte desse cadinho da humanidade que aqui vive e trabalha, pois sei que vamos encontrar a resposta, não somente para nós, mas para todos os outros povos que anseiam melhores dias: até porque nós também somos o produto de um caldeirão de misturas, de raças, religiões, nacionalidades, filosofias, culturas, amores, que formou um povo diferente, meio místico e meio cientista, que utiliza os dois lados do cérebro ao mesmo tempo, o lógico racional e o emocional. E somente um ser assim é que pode enxergar, nessa onda de ventos que sopram em nossas vidas, o material e o imaterial que acaba de nascer: sim, algo novo, que vai modificar a forma do ser humano interagir, produto da união de um mundo digital, que esclareceu e chamou os jovens e os trouxe para agir no mundo real, exortando todos para se unirem. É por isso que são apartidários, porque no mundo ideal, que , segundo Platão, é o verdadeiro, partidos não existem, eles são criação dos humanos, apenas para poderem movimentar essa grande máquina da qual somos os criadores, chamada de Estado. E sobre ele Hobbes já alertara, no século XVII, que poderia tornar-se um verdadeiro monstro enorme, versão humana do “Leviatã Bíblico”, criado por Deus para proteger o mundo e que poderia acabar por fazer-nos mal, por oposto — a criação do Estado se destinou, desde o início, a servir a todos os seus cidadãos, a fim de que as sociedades se organizem, criem regras para a convivência, forneçam os bens necessários à vida, os direitos humanos e políticos e encontrem estes a felicidade: sim, essa é a finalidade do Estado, dar a felicidade aos seus cidadãos. E, quando um povo mostra nas ruas, pacificamente, que não é feliz, porque o Estado não está atendendo a suas obrigações para com ele, a solução não é acabar com o Estado, nem acabar com o povo, pois um precisa sempre do outro, mas fazê-lo transformar-se, renovar-se , organizar-se, para  conseguir sua finalidade  original. O Estado, mesmo transformado num “Leviatã”, como temia Hobbes, não é um monstro que possa ser destruído, sob pena de destruição daqueles a quem deve proteger, pois a sua força se destina ao seu bem – a solução é sempre domá-lo e domesticá-lo.

         E, eis, então, que, colocadas todas essas premissas, podemos saber quem está chegando: é a antiga deusa que desce impávida, alva e pura, como todo ser imaterial, incapaz de ser contaminado pelos males e defeitos humanos, eterna em seu cíclico renascimento. Renascimento, revestimento ou reaparecimento, mas não como uma criança, a exemplo dos animais e humanos como nós, mas como um adulto completo e maravilhoso, no auge de seu vigor. É a deusa Democracia que desce do Parthenon de Péricles, em sua terceira encarnação. Primeiro, surgiu da cabeça privilegiada daquele gênio polivalente da antiga Grécia, berço de homens sábios e filósofos incomparáveis que influenciaram toda a humanidade, desde então, tocados pelo sopro do saber universal que flui em ondas perceptíveis apenas para quem é predestinado aos grandes feitos em prol da evolução.

            Na primeira existência, essa deusa maravilhosa, que traz a felicidade geral, foi conhecida com o nome de DEMOCRACIA DIRETA. Com a morte prematura de Péricles e a conquista de Atenas, na sangrenta Guerra do Peloponeso, pela militarista Esparta, foi-se a cultura helênica e com ela despediu-se, aparentemente para sempre, a amada dos filósofos. Era assim chamada porque o povo participava, na praça maior da Cidade-Estado, chamada  de Ágora, do governo dos que tinham sido eleitos pelos cidadãos, reunindo-se (os maiores de idade) em um Conselho a céu aberto que se chamava BULÉ, no qual tomavam contas do que havia sido feito pelos seus mandatários, elogiavam-nos ou os repreendiam e até os destituíam quando havia desvios. Essa reunião era possível e eficaz porque a população da cidade não era muito grande como em nossos dias e os membros desse órgão popular cabiam no espaço público.

        Muito depois, quando caíram as monarquias absolutistas, após a sangrenta revolução francesa, no século XVIII, seguindo-se outras tantas revoltas do povo contra a opressão dos governantes ou liberdade de países coloniais, quando todos clamavam aos céus e lutavam em terra por “liberdade, igualdade e fraternidade”, em meio ao caldeirão de filosofias humanistas do final do século XVIII e início do século XIX (chamado o Século das Luzes) que passaram a imperar, e ao desenvolvimento tecnológico surgido com a industrialização, eis que foi ouvido o chamado e houve uma resposta a essa luta por uma vida melhor — a antiga deusa renasceu agora vestida com o manto da DEMOCRACIA INDIRETA. Isto é, tendo a BULÉ substituída por representantes eleitos em câmaras populares e senatoriais, com um sistema de pesos e contrapesos de fiscalização mútua entre os Três Poderes em que se dividiu o Estado Moderno.  Essa forma de governo funcionou muito bem até que a industrialização atingiu o seu ponto máximo e a sociedade se transformou em consumista, tendo sido desvirtuada para a DEMOCRACIA POPULAR, como sendo um oposto substitutivo ao capitalismo, adotando uma doutrina denominada comunismo como forma de economia de Estado, abafando a individualidade através do combate à livre expressão do pensamento, atingindo o livre-arbítrio, essencial à vida de um ser humano, durando pouco tempo, menos de um século.  Pareceu a todos haver uma crise existencial da valorosa deusa e o Mundo mergulhou em um novo caldeirão de ideias e atos que  põem em perigo a sua existência.

            E eis que, ao deparar-me frente ao aparelho de televisão de minha casa, em pleno horário do noticiário noturno, há aproximadamente uma semana, foi-me exibido o maravilhoso espetáculo da massa popular jovem brasileira pacífica, exercendo o seu direito de cidadania plena, invocando, não o renascimento da DEMOCRACIA, porque ela não morreu nem foi embora, mas a sua proteção, o seu fortalecimento. Essa força jovem, com energia trazida de locais ainda ignorados por nós para proteger o ser humano, é quem pode dar à luz a mais recente versão da nossa querida deusa. E, naquele momento, uma voz vinda de algum lugar tomou conta de todo o ambiente da sala onde eu estava e sussurrou em voz clara, firme e cheia de paz, inundando o meu ser com esperança e alegria:

                                         DEMOCRACIA PARTICIPATIVA!

           Sim, essa é a nova roupagem da nossa querida protetora. O povo não mais vai à ÁGORA para reunir-se. Ele também não está se sentindo representado pelos Políticos, pois estes estão prisioneiros do partidarismo que lhes tira a personalidade em prol de uma fidelidade que a troco de pouca coisa também é trocada e mesclam os interesses populares com os interesses de apenas o funcionamento burocrático da “máquina estatal” que alimenta sua própria sobrevivência maquinicista, não se preocupando mais com a sua primeira finalidade, a de atingir a felicidade e de proteger a sociedade a que pertence.

         O Estado se tornou muito grande, quase um Leviatã, e os humanos que integram a sua burocracia não conseguem fazer mais nada a não ser, como escravos ou servos, movimentá-lo para lá e para cá, de acordo com as vagas que venham sopradas pelas brisas de uma ou de várias correntes político-partidárias. E a cultura do relativismo tomou conta da classe política, confundindo os interesses partidários ou de conglomerados empresariais e multinacionais, ou mesmo o seu próprio benefício familiar ou de amigos e correligionários, com a meta de sua vida, para conseguirem sustentar esse círculo vicioso em que se transformou sua existência. E esqueceram-se das necessidades do povo, sua procedência real, de carne e osso, e passaram a pensar apenas no serviço de movimentar a enorme máquina estatal, parecendo confundir-se com ela.

        Os jovens de todo o Mundo, frutos da sofrida evolução que as massas populares vêm empreendendo através desses tempos todos, apoderaram-se de outra máquina, mais acessível aos seus anseios espirituais, e orientadora de seus ideais de fraternidade e igualdade de condições e liberdade de pensamento, e resolveram dar um fim a esse entorpecimento. Com esse espírito assim esclarecido pela comunicação entre milhões deles, sacudiram ruas, avenidas e praças com seus passos firmes e seus cantos de paz, apresentando as reivindicações justas dos direitos fundamentais do ser humano a toda a máquina estatal. Eles estão, agora, participando ativamente da apresentação da nova roupagem da deusa, com novos pontos de bordados que eles mesmos estão tecendo, com a força da vontade firme de quem sabe que está certo e que sabe o que quer. E toda a sociedade aderiu a eles.

         Políticos correm e retiram das gavetas do esquecimento projetos antigos e, como se tivesse havido um “abre-te Sézamo”, a Nação vê, espantada, aqui e ali, a toda hora, que faltou grandeza de estadistas aos nossos governantes, que não souberam enxergar que havia em suas mãos, há algum tempo, as chaves que poderiam ter utilizado para ter evitado tanto sofrimento para a população não participante das classes abastadas de nossos dias.

        Eu acredito no jovem. É ele que tem a pujança das forças evolutivas e dos ideais da espécie. É ele que imprime novos rumos à filosofia existencial. Mas, também, é ele quem vair herdar os nossos erros e os nossos acertos. Por isso ele tem o direito natural e máximo de ir às Ruas, à Internet, e apresentar suas exigências.  E por isso deve ser aplaudido. Quanto às gerações anteriores, se não souberam e ainda não aprenderam a transmitir aos seus jovens os valores pelos quais vale a pena lutar e viver, certamente estarão prestando um desserviço à Humanidade. Isso vale para qualquer lugar onde haja uma comunidade humana, no Brasil, nos outros países do Planeta e em outros Mundos que acaso venhamos a encontrar em nosso Universo nessa senda que estamos empreendendo rumo ao Cosmos, onde se possa encontrar representantes da nossa espécie. É essa capacidade que nos imprime respeitabilidade perante qualquer eventualidade com que venhamos a nos deparar.

         Nesse momento, é o nosso jovem quem traz a chave para abertura do grande cofre das atividades sociais de nosso tempo. Cabe aos dirigentes do País bem utilizá-la. Esperemos que não abram com ela o cofre errado, transformando tudo em volta em uma grande “Caixa de Pandora”. Não somente lhes cabe “ouvir a voz das ruas”, mas sim e principalmente “interpretar o que ela diz” e ser capaz de “dar a resposta certa e adequada” que ela aguarda, pacífica e esperançosa. Nesse momento, em que não somos mais jovens e não fazemos parte da elite governante, mas que temos adquirido o conhecimento necessário para a interpretação dos momentos sociais humanos, cabe-nos a todos auxiliar no processo já iniciado, pois ele é de todos e para todos, oferecendo nossos serviços e rezando aos Céus, nessas horas de solstício de inverno do ano de 2013, que iluminem  as suas decisões.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A DEMOCRACIA VIVE! VIVA A DEMOCRACIA!

A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA


Leia Parte I e Parte II


Parte III - SISTEMATIZAÇÃO - 2ª ETAPA BRASILEIRA

         Agora, a nova Democracia está aí, nascida e olhando para todos nós, chamando-nos a compartir com ela, a partilhar as benesses sociais. Procura inspirar-nos um olhar universalista, próprio de quem tem contato com o Cosmos, como todos os deuses, criados ou denominados por nós. Lança-nos uma vontade transcendental contida em todos os movimentos morais e éticos ocorridos no Brasil e contém em si uma mensagem de paz legítima, pela qual nós, as pessoas idealistas e sonhadoras de todos os tempos tanto temos lutado, através de muitas gerações existenciais. E, por fim, recomenda-nos invocar a bênção do Senhor Supremo que tudo vê e tudo guia.

        A nova roupagem da Democracia é Participativa porque, no seu formato, cabe ao povo, através de representantes sociais e, não, partidários, participar com os políticos, seja de que partido forem, sobre o que é necessário fazer, em quanto tempo, a que custo e por quem, deixando a estes últimos a forma de executar essa tarefa, no formato concreto que esteja estabelecido nos Estatutos dos seus partidos, atendendo a programas plurianuais multidisciplinares onde estejam colocadas as metas de Governo de Estado, e, não, de Governo de Partido. E, constantemente, acompanhada essa realização, com uma Ouvidoria popular eficaz, com força suficiente para discutir, em grau de igualdade, com Oficiais do Príncipe e Conglomerados Multinacionais, se as metas estão atendendo ao cronograma adequado. Uma espécie, em nível muito mais elevado, do OMBUSDMAN (profissional contratado por um órgão, instituição ou empresa que tem a função de receber críticas, sugestões, reclamações e deve agir em defesa imparcial da comunidade), em caráter associativo coletivo, órgão do terceiro setor, cuja forma de constituição já está prevista na legislação vigente brasileira (associações ou fundações) — eis o Ombusdman Social.

        Muito bem, me dirão vocês, a voz que você ouviu também não lhe disse o que fazer para realizar isso, se o povo não cabe mais na ÁGORA, se a vida é complexa, se o mundo se tornou multidisciplinar, se as relações são globalizadas, se a violência humana é muito grande, se a atividade de administrar a burocracia da máquina estatal toma o tempo dos políticos, se a quantidade de pessoas à porta da Justiça é muito grande, se não há tempo para os juízes estudarem todos os assuntos, que são muito complexos, se as leis são inúmeras e seus conteúdos complexos, se o Legislativo não consegue uma organização dos assuntos em pauta diariamente, pois o choque de interesses entre o público e o privado os prende, e necessitam cuidar de suas carreiras, e das coligações para se manterem no poder?

         Não sou política, nunca tive vocação para esse valoroso mister. Sou apenas um ser humano que exerceu, durante sua longa vida, atividades que o colocaram sempre em xeque junto às necessidades dos seres humanos, tendo de resolver os problemas por eles colocados. Sempre procurei solucionar os casos trazidos a mim de acordo com as técnicas que aprendi e com as faculdades do meu coração amealhadas durante a existência. De muito descobri que, por trás dos processos apresentados a uma pessoa, quer Advogada, Promotora ou Juíza, existe uma vida humana de cuja história apenas um pedacinho é ali colocado e que, resolver apenas aquela pequena parcela, não traria soluções ideais, mas uma recomposição da paz social, muitas vezes em detrimento da felicidade das partes. Sim, porque a recomposição da paz social, através da composição dos conflitos, é a finalidade do Poder Judiciário.

         Sempre me indaguei da razão pela qual as pessoas, mesmo esclarecidas, descumprem as leis e por que, cada vez mais, nossa paz social e individual, no mundo inteiro, está muito conturbada, sempre em maiores estágios de intensidade e repetição, apesar dos grandes conhecimentos científicos conseguidos — mais do que anteriormente em épocas conhecidas.  Em determinado momento, decidi dedicar-me inteiramente ao estudo desses fatores. E, para tanto, dediquei essa última parte da minha atual existência com investigação “in loco”, utilizando o método científico, aliado a experiências pessoais. Das conclusões a que cheguei, coloquei algumas em minhas obras já lançadas a público, apresentando também soluções possíveis. E, por outro lado, levei a efeito projetos que se mostraram vitoriosos, e outros tantos considerados à frente dos tempos ainda não chegados, não muito bem entendidos na ocasião, mas que, com os novos acontecimentos, estão claramente delineados.

        Esse estudo profundo da atividade humana em sociedade me concedeu uma abertura de visão capaz de prever alguns movimentos a serem levados a efeito a partir dos antecedentes. E nessa forma de visão é que, em 2005, senti a necessidade de se formar uma grande organização, no formato de um FORUM MUNDIAL, utilizando-se a Internet, a partir da sociedade toda, para que esta, ao lado da máquina política do Estado, fornecesse opiniões e diretrizes sociais, e exercesse uma fiscalização social das atividades dos representantes do Estado, fornecendo-lhes consultoria através da capacidade das pessoas associadas, tanto físicas quanto jurídicas, de maior ou menor renome, e auditoria social dessas mesmas atividades. Tal Associação funcionou em nível digital, por mais de quatro anos, sob minha presidência e me concedeu muita participação social. Seu lançamento foi anunciado através de Jornais de grande Circulação nacional e convites às autoridades para conhecê-la. O povo em geral não compareceu, mas a maior parte das autoridades constituídas do País examinou os seus Estatutos, enviando, a seguir, expressamente, suas congratulações por uma iniciativa de teor social em nível avançado e útil, incentivando-me a prosseguir no empreendimento — os verdadeiros políticos, por causa de sua própria habilidade que os leva a trilhar esse caminho, têm a capacidade de identificar e discernir, em acontecimentos e ocasiões, aspectos sociais, um dom de nascimento, de maior ou menor intensidade, como todos os outros dons, o qual somente se desenvolve e direciona na prática e que as pessoas de outras áreas do conhecimento não possuem , tratando-se, pois, de pessoas vocacionadas para esse trabalho.

        E é com satisfação que hoje, sete anos após o lançamento a público da versão digital da Associação a que me refiro, ficou conhecida à época como FORUM MUNDIAL IEJU-SA , que vejo, finalmente, o povo, notadamente o jovem do Brasil, agindo nesse mesmo sentido que ali foi proposto. A diferença é que, em 2005 e mesmo em 2007, as benesses da Internet ainda não haviam sido disseminadas, não havia ainda “redes sociais”, e essa nova geração, que agora está nas ruas, ainda não podia ouvir-me porque era composta apenas de crianças, ainda estavam se formando. Estou imensamente feliz de ver que os humanos de hoje e de amanhã também sonham e lutam pelos seus sonhos, alguns dos quais são também meus e fazem parte dessa espécie de indivíduos que acreditam que nós podemos melhorar. O que seria da Humanidade se o seu humilde ancestral, um dia, deitado na relva, pois não chegara ainda ao estágio das cavernas, não tivesse olhado para o céu e não tivesse tido o desejo de, um dia, alcançar as estrelas?

        Meus queridos jovens: Vocês estão no caminho certo. O movimento é maravilhoso, é um sucesso. Vocês são formidáveis. A caminhada, daqui para diante, vai deixar de ser nas ruas e se deslocará para a sistematização de atividades, o que é de muito trabalho intelectual e de administração. E sei que vocês não têm medo dele e estão com a disposição dos vencedores — somente as pessoas que não desistem perante os obstáculos, que podem cair, mas tornam a se erguer e prosseguir, estas, sim, conseguem atingir a sua meta. Vocês provaram que trazem em si esse valor, que identificará, de agora para sempre, o vigor da sociedade brasileira. 

        O movimento é vitorioso e, agora, vem a segunda fase: a sistematização do movimento iniciado, pois vocês não poderão estar eternamente nas ruas. É tempo de se reunirem para organizar a atuação concreta no acompanhamento, na fiscalização e na participação da elaboração dos planos e projetos para o nosso Brasil. E essa atividade exige método científico. Congrego a todos os profissionais que se ofereçam para ajudar esses bravos brasileiros. Da minha parte, estou às suas ordens, da forma de pacifismo que caracteriza a minha atuação no decorrer de toda a minha vida, tanto para as pessoas encarregadas da direção do nosso País, quanto a toda a sociedade, para levar-lhes a minha experiência vivencial e profissional.   E aproveitarei, mais uma vez, como sempre o tenho feito, esse maravilhoso instrumento chamado “Internet” para expressar minhas ideias e poder compartir com todos, os ideais que movem a minha existência.

         Encerro essa primeira postagem em forma de trilogia, convidando-os a assistirem à página de abertura do site do IEJU-SA, na qual, em linguagem simbólica, afirmei, em 2007, a chegada da solução para todos nós, no Brasil, exatamente. E que se corporifica, agora, na força de caráter social dos nossos jovens. Para um maior esclarecimento da Filosofia que norteia  todo o meu trabalho, parte do qual ora exponho, convido-os a assistirem também à minha palestra na sua inauguração digital, transposta ao Youtube:

Clique aqui e acesse o vídeo do IEJU-SA.

Clique aqui e acesse as palestras no youtube.