segunda-feira, 12 de agosto de 2013

GERAÇÃO DESPERDIÇADA : SERÁ MESMO? I


GERAÇÃO DESPERDIÇADA: SERÁ MESMO? I

                                                     Parte     I
                                Um encontro na Praia de Ipanema

                                                                   


 
Introdução
                        Todos os sábados, como já é meu costume há anos, procuro espairecer em função das muitas atividades exercidas durante a semana. E, para tanto, vou passear à beira da praia de Ipanema e Leblon, em um taxi de uma cooperativa com a qual mantenho contrato já faz mais de trinta anos. Levo comigo os meus dois cachorrinhos e todos voltamos para casa  reabastecidos com a beleza da paisagem que se descortina à nossa frente, para enfrentarmos mais sete dias de grande trabalho.

                        Mas, desta vez, houve algo de diferente, que nos fez a todos  adentrarmos em uma realidade que, incomodamente, nos abraça todos os dias e nos faz sofrer muito. Que faz sofrer as pessoas preocupadas com o ser humano e com os rumos dados à existência  em nossa sociedade que adora o “deus dinheiro”  e que ignora os mais fracos, os mais desamparados, os que não têm voz para  reclamar os seus direitos mais  simples da vida, junto àqueles que detêm o poder de fornecê-los, direcioná-los, garanti-los a todos os componentes da sociedade. Mas hoje eu ouvi o seu grito mudo – não detenho nenhum poder material ou político, mas detenho o poder que faz parte do meu ser, o poder de ser humana, de ser parte  daqueles desamparados e parte dos amparados, pois todos somos  elementos de uma só espécie; e, também, o poder que nos fornece a compreensão de que  o que é feito a um de nós, de bom ou de mal, é feito a todos nós, pois vai se refletir no futuro da espécie. E é por isso que me senti obrigada, por um compromisso comigo mesma, de  comunicar a todos  o que me foi mostrado naquele breve encontro.
 
Em frente ao Country Club
                        Ao parar o carro em um sinal luminoso na Avenida Vieira Souto, em frente ao Country Club de Ipanema, estava distraída brincando com os meus dois bichinhos e notei que o motorista estava olhando para o lado esquerdo, com muita atenção. Levei, então, a minha visão para o mesmo local e vi: dois jovens  com trajes muito simples, uma moça de seus 19 para 20 anos e um rapaz que ainda não atingira  os 23. Ela estava fumando, cabelos mal arrumados, descalça, em pé e cambaleante, saia preta curta, com muito uso, camiseta preta, também bastante usada. Tinha traços firmes e notava-se ainda uma beleza  um tanto apagada pelo sofrimento, mas ainda  aparente por força da juventude. Ele, da mesma forma, alto e forte, moreno, de bermuda e camiseta surradas, já desbotadas, mas vestidas com uma dignidade de quem trabalha e vive do fruto do seu esforço – cambaleava, também, enquanto ia  empilhando um monte de cadeiras de praia no canteiro central que divide as duas mãos da avenida. Eram as 5:30 horas da tarde e todos os  banhistas já haviam se retirado e aquelas duas pessoas eram os   carregadores das cadeiras  de aluguel para os caminhões  que as levam para os barracões, diariamente, para no dia seguinte trazê-las para a praia, novamente recomeçando o ciclo desse trabalho. Então pensei, qual o futuro desses dois jovens, que poderiam estar trabalhando em  alguma coisa de mais futuro e, por outro lado, esse cambalear é próprio de quem  se encontra  sob o efeito de alguma droga.
 
                        Ficamos ambos, assim, absortos por um tempo, até que eu quebrei o silêncio e disse ao motorista: “Que pena, estão drogados, não?” E ele respondeu-me que  estava ali observando  penalizado, pensando como  grande parte da juventude brasileira está estragada por não possuir famílias que cuidem deles ou representantes do Estado que façam esse trabalho. E acrescentou, ainda, que o seu filho está estudando Engenharia, já no final, com  trabalho certo em uma grande empresa, onde fez estágio e é um dos melhores alunos, que vive mais para estudar. Acrescentou que, para manter seu filho até esse estágio, ele trabalha no taxi mais de dezoito horas  por dia e fica com pena que pessoas como esses  não possuam uma estrutura familiar que também as ajudem a percorrer caminhos de estudo e evolução. E que também não vê nenhum programa do Estado que lhes dê essa oportunidade: ele procurou muito ajuda do Estado e não a encontrou. Lembrei-me, e lhe contei, também, do Porteiro do meu prédio, que trabalha em dois empregos, reside além de Nova Iguaçu, e faz um esforço descomunal para manter seus dois filhos estudando: um, Medicina em uma Universidade Federal, e , o outro, Química, com bolsa de estudos integral – é bem verdade que ambos são ótimos alunos e, assim, o pai se sente recompensado, e consegue forças para prosseguir na sua luta intensa, vendo  descortinar-se um bom futuro para eles. E lembrei-me também de mim mesma, que, apesar de meus pais terem uma situação econômica razoavelmente boa, mas, como a família era grande, não teria tido a felicidade de completar  meus estudos  de ginásio e científico  nos melhores colégios do Rio de Janeiro, não fosse a  bolsa de estudos integral, fornecida por um convênio do Governo brasileiro com o dos  Estados Unidos (o então famoso Ponto IV, administrado pela Fundação Getúlio Vargas) – e foi em razão dessa ótima base  no estudo médio que tive o grande aproveitamento  em minha formação universitária e pude concorrer,  em condições de superioridade  intelectual, com  muitas pessoas de minha geração, atingindo  a situação e evolução que hoje possuo.
 
                        Foi uma conversa rápida, mas profunda, que durou os dois minutos entre um sinal de parada e outro de prosseguimento, mas foram dois minutos em que observávamos os dois jovens, os olhos fixados neles, como que hipnotizados por uma realidade que não desejávamos que existisse, trazendo-nos lembranças guardadas no inconsciente de nossa juventude, de outra realidade que nos favoreceu – embora com muito esforço nosso, mas que nos apontava perspectivas de vida, o que incentiva pais e filhos para lutarem por dias melhores.  E, dessa forma, representaram aqueles dois, ali, para mim, naqueles poucos instantes, toda essa nossa atual juventude em abandono, que não consegue meios para encontrar uma qualificação profissional e que, sem perspectivas de vida, se desespera e se degrada. Mas se desespera e se degrada à vista de todos. E, no entanto, o que fazemos? Esperamos o Governo. E se o Governo não consegue, por falta de competência ou de meios, vamos ficar assim, esperando indefinidamente para ver o que acontece mais adiante? Será que nós estamos tão entorpecidos com o tóxico do consumo irracional em que a nossa sociedade mergulhou nos últimos trinta anos, que perdemos a capacidade de antever desgraças anunciadas? Anunciadas, assim, publicamente?
                        Estarão todos pensando que vão se fechar e se enjaular em seus prédios e condomínios para se separarem dos desamparados e dos oprimidos? De onde vem essa ideia estapafúrdia? Não é melhor que todos tenham oportunidades e se sintam integrados à sociedade, para que possamos viver em paz e partilhando todos das benesses das descobertas científicas?  Para que criarmos uma quantidade enorme de sub-humanos com sub-direitos, famintos de alimentos, de amor fraterno e de direitos que lhes são negados, que buscam nas drogas o esquecimento e que ficam vagando pelas ruas, quando não se dedicam à criminalidade e ameaçam a nossa vida e dos nossos descendentes? Se nos desumanizamos o suficiente para não partilharmos o sofrimento dos outros, será que nosso cérebro, por outro lado, embotou-se e não entendemos que estamos agindo contra a gente e que esse futuro negro será nosso também?
 
Ainda sou humana, graças a Deus!
 
                        Logo a seguir, olhei em frente e vi uma profusão de luzes, todas entrelaçando os seus raios luminosos, que não me deixavam enxergar a rua em volta do carro. Um dos meus bichinhos, naquele momento, subiu ao meu colo, levantou-se e começou a lamber os meus olhos. Foi então que entendi estar com a vista toldada não pela profusão de luzes, mas pelas lágrimas silenciosas que surgiam sem que eu percebesse, pois procediam do fundo do meu coração, sem terem passado pelo crivo do meu cérebro – é que esse pequeno ser  tem esse hábito de, sempre que me vê chorar, lamber-me as lágrimas, nos olhos e no rosto, como querendo me consolar. Pois entende, sem palavras, em seu grande amor por mim, amor incondicional  que somente os cães  e os puros de coração podem sentir, a tristeza que se expressa naquelas gotas vertidas  das janelas de nossa alma. E, nesse momento de ternura, fiquei alegre porque me dei conta de que eu era, sim, humana, no sentido mais profundo. E que a sociedade não conseguiu, nesses longos anos de minha vida, em que conheci a grandeza e a vileza das pessoas em variadas formas de demonstração, e nem conseguirá jamais, fazer de mim uma máquina insensível. E, como humana, o meu dever é cuidar para melhorar a vida dos meus semelhantes e dos seres em volta, empregando todas as forças que possuo. E, à semelhança do que disse o Papa Francisco no Brasil, não tenho riquezas materiais, mas tenho o amor que Jesus me ensinou e faz parte desse amor compartilhar os bens imateriais que conseguimos amealhar durante a nossa vida.
                        E, assim, com o ânimo renovado, prossegui no nosso passeio e paramos no Mirante do Leblon. De lá de cima, contemplei toda a orla das praias de Leblon, Ipanema e do Arpoador, ao final do dia, quando o Sol já se despedira  e a Lua, tendo aparecido no céu quase negro, lançava majestosa sua sombra sobre o mar imenso. E, em frente, as milhares de luzes acesas nos apartamentos e as que iluminam a imensa avenida. Tive momentos de contemplação e  um breve esquecimento dos problemas  sociais. Essa hora em que se faz a transição do dia para a noite é  um momento intenso de  meditação em que o nosso ser se eleva aos mais altos sentimentos de completude com a Natureza – não há nenhum ser, animal ou vegetal, que não sinta, nessa hora do dia, a sua íntima relação com o Cosmos. E como isso me fez bem!
À procura de uma inspiração
                        Voltamos para casa. Ao passar em frente ao Country Club não fomos parados pelos sinais de trânsito, mas procurei ver se avistava o casal. Não os vi mais, mas  avistei inúmeros jovens que, como eles, estavam recolhendo as cadeiras de praia e colocando-as  nos caminhões ali parados. Estava tranquila, então – pois, ao se tomar uma decisão, retorna a calma à alma e a serenidade ao coração. Estou fazendo, agora, aquilo a que me propus naquele momento, no Mirante do Leblon: coloco no papel todo o drama da situação que entrevi, na esperança de que alguém, com poder político ou financeiro suficiente o leia, compreenda e receba em seu coração a angústia do meu, e seja tocado pelo  desejo de também ajudar.
 
                        Não desejo com essas palavras dizer que alguém possa não se interessar pelo drama relatado. Não, não é isso. Ocorre que, para sermos impulsionados a uma ação, necessitamos  ter uma empatia com a situação colocada. Essa empatia consiste em nos colocarmos no lugar dos atores do fato e entender o que faríamos se estivéssemos no lugar deles e, também, do que desejaríamos que  os outros fizessem para nos ajudar. E, aí, então, podemos saber o que devemos fazer – e esse é o impulso para a ação. Enquanto não sabemos que podemos fazer alguma coisa, não conseguimos encontrar a inspiração para  descobrir o que deve ser feito. Explico melhor a seguir.
                        Outro dia assisti em um canal de televisão a uma entrevista do Neurocientista português que se encontra agora no Brasil, Antonio Damásio. Dentre outras declarações sábias que ele trouxe ao conhecimento de quem o ouvia, destacou-se uma para mim, que explicou algo que me parecia inexplicável:  a razão pela qual existem  coisas flagrantes, ou para o bem ou para o mal, algumas pessoas as veem e entendem, e, de acordo com esse entendimento, agem e conseguem  atingir as suas finalidades, enquanto  outras  não as percebem (antes eu pensava que elas faziam de conta que não percebiam) e, por isso, nada fazem,  até mesmo não se incomodando e, por vezes, não acreditando no que as primeiras dizem.
 
                        Diz-nos o Professor Damásio que o nosso cérebro é uma máquina  que interpreta os fatos  e é também um contador de histórias. Eu já sabia, de estudos de  Física Ótica, que  não são os olhos que enxergam, eles  são apenas a máquina que transmite ao cérebro o reflexo que a luz faz nos objetos quando bate neles e que a imagem  vai se formar  dentro do nosso cérebro, de forma inversa. E que, após,  é retransmitida aos olhos  da forma que ele, o cérebro, sim, o cérebro, a vê. Com a explicação do Professor, ficou claro para mim que, no momento em que  os olhos transmitem os contornos luminosos para o cérebro, este, fazendo instantaneamente a relação desses contornos com tudo o que está  ali arquivado, faz as devidas confrontações e  devolve  a imagem já com a interpretação  que ele mesmo nos dá – isto é, de acordo com a experiência vivencial de cada indivíduo. E é um contador de histórias porque, depois de fazer todas as  confrontações com os seus arquivos, ele  faz a história daquela imagem, a sua história e não a história real do fato imaginado. E é essa história que  nos transmite. É por isso, por exemplo, que  uma pessoa reconhece a sua mãe, o seu pai, um perfume que uma pessoa usa, um pássaro, um gato, um cachorro. Se, contudo, nunca tiver visto sequer a foto de qualquer uma dessas pessoas ou objetos, passará  frente a frente com eles e não terá qualquer impressão. Outro caso, por exemplo, é da conhecida sensação do “déjà-vu”: você, conscientemente, pode não se lembrar de alguma coisa, mas o seu cérebro tem vários itens  em separado, com alguma relação com o que seus olhos lhe remetem, que podem até estar no seu inconsciente, com os quais ele faz um “mix” no momento em que você vê alguma coisa jamais vista, dando-lhe a impressão de já  conhecê-la.
                        Sendo assim é que entendi que pessoas  as quais jamais conheceram  a bondade dos outros humanos, é incapaz de saber que ela existe, e se conheceram apenas a maldade, geralmente se emaranham  e se deixam enredar por pessoas que a possuem. Outras que não conhecem o sofrimento das pessoas  não são capazes de entendê-lo, são-lhe indiferentes. Se, contudo, são colocadas em confronto contínuo com  tudo isso, são capazes de agir conforme se espera de um ser humano em defesa de outrem. Os animais, inclusive os humanos, já nascem com  a “preensão” (conhecimento) de várias coisas necessárias aos seus primeiros tempos de vida e, também, com a capacidade de "apreensão" (aprender) outras tantas no decorrer de sua vida, arquivando em seu cérebro as suas experiências. Quanto mais  o ser é evoluído intelectualmente, essa capacidade é maior e, no ser humano, ela chega à “compreensão”, que é justamente essa capacidade da máquina cerebral de  interpretar e contar a história de algo : mas, para isso, necessita ter tido prévias experiências (é o caminho do aprendizado).
 
                        Tudo analisado, entendo, e  quanto a isso invoco os  princípios do Neobehaviorismo, corrente psicológica moderna que estuda o comportamento humano  em relação ao aprendizado, que:
                        - Um jovem com desvio de comportamento, desde que devidamente educado e direcionado, pode transformar-se em alguém muito útil e desenvolver seu cérebro para atividades produtivas; mas, para tanto, é necessário que o Poder Público o coloque em aprendizado com  técnicos especializados e o mantenha em  instituições bem formadas, tanto  em instalações materiais quanto sanitárias, além de inicia-lo nas situações de amor e fraternidade que devem imperar nessas instituições – se isso não for feito, nada conseguiremos.
 
                       - Um político, por força do seu grande afastamento  dos cidadãos, já depois de eleito, passa a ter uma vida de abastança, aproximadamente principesca, que, na maioria das vezes, não corresponde à sua vida anterior. Vai ficando cada vez mais afastado  daquela antiga vida e com pavor de perder a nova, que sabe  ser passageira -  tem apenas o tempo do seu mandato - e a esse mandato então se agarra, procurando estendê-lo  como pode e como sua consciência permite.  E nesse afã vai-se afastando das pessoas comuns, perde os antigos parâmetros, vive em uma "ilha da fantasia", que fornece ao seu cérebro experiências dessa realidade de "faz de conta". E este cérebro, sem nenhuma culpa por isso, eis que é apenas uma máquina (estilo um computador, onde existe também a célebre dupla "go in - go out"),  passa a interpretar   o que lhe é transmitido e solicitado dentro dessas informações que o seu possuidor lhe dá, referentes tão só  a essa nova vida.  E, a seguir, sempre que solicitado (e o é constantemente),  passa a contar ao político assim caído na armadilha da ilusão histórias diversas da sua vida real (a anterior ao mandato, que é real para a maioria dos cidadãos e à qual deveria dedicar-se), criando-se uma situação  de ambiguidade, em que o indivíduo vai sempre  escolher a ilusão como se fosse a sua realidade (esquecendo-se de que essas benesses lhe são apenas alugadas, sem custos, pelo povo que o elegeu). Trata-se de  um círculo vicioso que leva o indivíduo ao afastamento das finalidades do  bem social do Estado e à corrupção. E isso não ocorre apenas com a classe política,  mas também com os Empresários - a ganância  leva à corrupção . É o que  denomino de um dos efeitos negativos da  "distância do objeto", mas sobre isso falarei em outra oportunidade.

                                  Apenas pessoas com uma formação íntegra  conseguem passar por esse teste existencial dos políticos e dos empresários  sem mergulhar nessa estranha armadilha que nos reserva o poder humano. Mas  isso é facilmente corrigível, e tal exemplo nos deu o Papa Francisco (cito-o novamente porque é também um Chefe de Estado) e os Parlamentares Suíços: o primeiro mistura-se ao povo, desvencilhando-se do bloqueio formado pelos seguranças, anda a pé,  vai até as  pessoas, para sentir e ouvir diretamente os seus seguidores (cidadãos do Vaticano e seguidores do Mundo inteiro), para entendê-los, para não perder jamais o contato  e a sua humanidade, enfim. Soubemos, outro dia, que  telefona diretamente aos cidadãos, lê-lhes diretamente as cartas, sem assessores intermediários para selecionar os assuntos ao seu bel prazer. Já os segundos, os parlamentares suíços, conforme entrevista com um deles, apresentada em uma rede de televisão recentemente,  não utilizam  viaturas especiais, quanto mais “jatinhos” para viagens,  nem sequer recebem  remuneração pelo seu cargo, que entendem ser um “múnus” público, evitando qualquer forma de grandeza, para se lembrarem sempre de que são do povo e governam para o povo, sendo seus servidores.
                                   Dessa forma, entendo que há grandes esperanças para resolvermos nossos problemas da falta de comunicação entre os políticos e os cidadãos, do desvio de finalidades públicas do seu cargo, do esquecimento de sua situação de servidor do povo, da corrupção, e, também, por via de consequência, para conseguirmos o advento da melhoria da situação de nossos jovens, com programas de governo que os atendam. Isso demanda esforço e vontade. E, em nosso mundo atual, no caso que mais nos interessa como brasileiros, o Brasil, urge que todos comecem logo a aprender. Comecem logo, para que não tenhamos apenas uma “geração desperdiçada”, mas todo o futuro brilhante do Brasil desperdiçado e atirado ao léu – quando temos tudo à mão para conseguirmos crescer e evoluir. Aliás, ninguém no Mundo entende porque existem tantas diferenças sociais no Brasil e tanta violência entre os  nossos jovens. Mas eu e muitas outras pessoas estamos pesquisando e, se Deus quiser, conseguiremos nos fazer ouvir e convencer as pessoas que podem levar a efeito as devidas correções.
 
                      Essa é a mensagem inicial dessa trilogia que escrevo sobre “A Geração Desperdiçada: Será mesmo?” A próxima postagem será sobre a reportagem do jornal   “O Globo”, do dia 11.8.2013 e, a terceira, sobre providências a curto prazo que sugiro em meu livro “Delinquência Juvenil – Infraestrutura da Criminalidade Adulta”.
 
                    

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